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Case · Branding Sonoro

O som de um estado inteiro

A identidade sonora da TVE Bahia, construída a partir dos biomas e da cultura do estado, do institucional à grade inteira de programas.

Case5 min de leitura
TVE Bahia, identidade sonora do estado, rebrand 2021/2022
TVE Bahia · identidade sonora do rebrand da rede, 2021/2022.

Em 2021, a TV pública da Bahia decidiu trocar de som. Não uma vinheta, não um programa: a TVE Bahia inteira, do institucional à grade. A pergunta no centro tinha um tamanho incomum: como soa um estado inteiro? Era um problema de branding sonoro em escala.

01 Uma rede inteira pra dar voz

Uma TV pública não é um canal só. É um instituto, o IRDBE, com rádio e televisão, e uma grade larga: jornalismo, esporte, futebol, cultura, infantil, rural, programas regionais. Cada um com seu público e seu tom. Trocar o som disso não é fazer uma trilha, é desenhar um sistema que segura tudo junto sem achatar as diferenças.

A TORO entrou pra criar essa identidade sonora do zero, ao lado da direção de arte do rebrand visual. O ponto de partida já estava no ar: o canal tinha acabado de renovar o som da rádio e gostou do rumo. A televisão precisava falar a mesma língua.

TVE Bahia · a identidade sonora em movimento.

02 A Bahia como mapa sonoro

O conceito não foi ilustrar a Bahia com clichê. Foi mapear o estado pelo som. As peças de posicionamento nasceram dos territórios e biomas: caatinga, mata atlântica, cerrado, litoral, o rural e o urbano. Cada paisagem virou uma cor sonora, com a instrumentação e o ritmo que pertencem a ela.

A Bahia urbana, por exemplo, foi pro lado do grave e da batida contemporânea, mais perto do que a cena baiana faz hoje do que do axé de cartão postal. A rural começa na viola. O conjunto desenha um estado plural e atual, sem caricatura. Tudo amarrado por uma mesma célula melódica, um leitmotif que reaparece de paisagem em paisagem e dá unidade ao mapa.

Uma identidade sonora não decora a marca. Faz a marca soar como o lugar de onde ela fala.

03 Um sistema feito pra escalar

Do conceito saiu um sistema completo. No institucional: a chamada conceitual do canal (60" e 30"), a logo animada, os IDs e seis vinhetas de posicionamento de 15". Na grade: cada programa ganhou seu próprio kit, abertura, estamos e voltamos, passagem, encerramento e transição de patrocínio, sempre derivado do mesmo DNA sonoro.

A grade pediu ajuste fino programa a programa. O jornalismo regional pediu tudo mais sequinho, sem reverb. O futebol pede a torcida no ar desde o começo. O esporte, um agudo atenuado. É isso que separa um pacote que escala de um monte de trilhas soltas: a mesma identidade, dobrada pro tom de cada programa. Entregue em padrão broadcast, todas as mídias, com cessão de direitos pro canal.

No fim, uma TV pública inteira passou a soar como um lugar só, do horário nobre ao programa infantil. É o tipo de projeto que define o que a TORO chama de branding sonoro: um sistema sonoro que faz a marca soar como ela mesma, em qualquer canto da grade.