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Case · Branding Sonoro

O som que faltava no Canal Brasil

O rebrand de um canal que não trocava de identidade no ar havia dez anos, e o branding sonoro que a TORO criou pra ele.

Case4 min de leitura

Em 2020, o Canal Brasil fez o que não fazia havia dez anos: mudou de cara no ar. Um rebrand completo, imagem e som construídos lado a lado, em torno de uma pergunta difícil: como soa um canal brasileiro até a raiz, sem cair no caricato? Era um problema de branding sonoro.

01 Dez anos sem trocar de voz

Um canal de televisão fala o tempo todo. Vinheta, chamada, intervalo, promo, abertura. Quando a identidade visual muda depois de uma década, o som não pode ficar pra trás, soando como o canal antigo numa embalagem nova.

A TORO entrou pra cuidar disso: a identidade sonora do novo Canal Brasil, o som que o canal passaria a carregar em tudo que fosse ao ar, do logo às chamadas.

Canal Brasil · identidade sonora em movimento.

02 Uma brasilidade que não fosse óbvia

O conceito do projeto foi brasilidade contemporânea: brasileiro de verdade, mas moderno, longe do óbvio. A pesquisa puxou do funk soul brasileiro dos anos 70, do samba reprocessado com beat eletrônico, da MPB e de ritmos como o afoxé e a percussão de carnaval, tratados com timbres e técnicas atuais.

Cada trilha foi construída a partir de uma célula rítmica curta, um motivo que funciona como gancho de memória. É o que faz uma identidade sonora grudar sem precisar se explicar. E o ajuste fino veio do próprio canal no caminho: reduzir o que soava caricato, deixar uma peça acabar numa nota mais aberta, trazer um violão pra frente. Branding sonoro se faz nesse vai e volta.

Identidade sonora não é trilha de fundo. É o que faz a marca soar como ela mesma.

03 Um sistema, não uma trilha

O rebrand não pediu uma peça, pediu um sistema. A TORO assinou o som da nova logo animada, a chamada conceitual que apresentou o rebrand e uma família de vinhetas para o dia a dia no ar, com a nomenclatura do próprio canal: abertura, agenda, "já vai começar", "daqui a pouco", retorno de intervalo, canal e homenagem.

No centro, nove trilhas originais cobrindo todos os humores do canal: emoção, emoção épica, irreverência, suspense, homenagem e documentário. Cada uma nasceu em versão de sessenta segundos e foi pensada pra ser cortada em qualquer duração, até cinco. Instrumentistas reais em sessão, vozes de regiões diferentes do país. Tudo finalizado em padrão broadcast e entregue com os stems abertos pro canal.

Um pacote assim corre dois riscos: virar repetição ou virar dispersão. O equilíbrio é o canal soar reconhecível em qualquer faixa, sem o espectador sentir que já ouviu aquilo mil vezes. Foi a primeira vez em dez anos que o Canal Brasil renovou seu som no ar, e é o tipo de projeto que define o que a TORO chama de branding sonoro: um sistema sonoro que não se repete e não se dispersa.